Archive for fevereiro 2011

São Paulo 1×1 Palmeiras – mais um Choque-Rei com confusão

O primeiro tempo foi muito atrapalhado: a partida foi atrasada em uma hora devido ao estado do gramado, prejudicado pela forte chuva, o corredor do vestiário visitante estava alagado, o banco de reservas estava impossível de ser usado, o aquecimento estava prejudicado… Sem condições de conduzir um trabalho profissional devido à “pirotecnia do estádio”, como gosta de dizer o presidente eterno do adversário. E ainda teve a paralisação por 15 minutos pela queda de energia que apagou os refletores, então jogo de verdade só houve no segundo tempo.

Nem adianta mais repetir que a falta de um atacante de ofício é o que prejudica as finalizações do Palmeiras. Apesar da entrada do Adriano ter melhorado o ataque, não se pode desconsiderar que o adversário estava com defensor a menos (expulso com justiça por conduta anti-desportiva) e que o treinador adversário errou em suas substituições, deixando seu próprio meio campo mais lento e incapaz de correr nos contra-ataques.

ESPN Brasil: São Paulo e Palmeiras empatam clássico marcado por chuva, atraso e apagão

O São Paulo teve as melhores chances no primeiro tempo, mas parou na falta de pontaria e nas boas defesas de Deola. Na etapa final, porém, a equipe de Luiz Felipe Scolari foi mais incisiva e tomou o controle do jogo com a expulsão de Alex Silva aos 13 minutos ao empurrar o atacante Adriano.

UOL Esporte: São Paulo e Palmeiras empatam em clássico tenso e atrasado por temporal

O clássico continuou tenso na etapa complementar. Miranda e Kleber discutiam em campo. A cada lance envolvendo o atacante palmeirense, os jogadores do São Paulo cobravam o árbitro, pedindo cartão amarelo ao camisa 30. No jogo da guerra de nervos, o Palmeiras levou a melhor. Alex Silva foi expulso aos 13 min da 2ª etapa por empurrar Adriano sem bola. Em seguida, Marcos Assunção foi advertido com cartão amarelo. O São Paulo queria a expulsão do volante. Felipão sacou Assunção, temendo que ele fosse expulso, e colocou João Vitor. A equipe aumentou o volume ofensivo. Tinga quase empata.

Gazeta Esportiva: São Paulo e Palmeiras empatam em maratona no Morumbi

O clima em campo voltou a esquentar a partir do momento em que Miranda reclamou de uma cotovelada de Kleber. Na sequência do lance, Dagoberto acertou Tinga na lateral e recebeu amarelo. Os são-paulinos demonstravam irritação com a arbitragem. E a falta de controle emocional custou caro ao Tricolor. Aos 12 minutos, Alex Silva foi reclamar de uma simulação de Adriano “Michael Jackson”, que tinha acabado de entrar em campo, deu um tranco no adversário e foi expulso. Pouco depois, os donos da casa partiram para cima do árbitro para pedir a expulsão de Marcos Assunção em uma falta em Fernandinho. No lance, saiu somente o amarelo.

Globoesporte.com: Após chuva e apagão, ‘dancinha’ define empate entre Tricolor e Verdão

Aos 37 minutos, após falha da defesa tricolor no meio de campo, Adriano recebeu em profundidade e saiu na cara do gol. Mas Ceni cresceu na frente dele e defendeu. O empate já era uma realidade. Tanto que, no lance seguinte, aos 39, uma bela trama de Valdivia e Kleber terminou nos pés de Adriano. Desta vez, ele chutou de esquerda e tirou Rogério do lance: 1 a 1, com direito, enfim, à prometida dancinha de Michael Jackson na comemoração. Empate razoável para as equipes depois de uma tarde tão estranha.

Palmeiras é campeão da Copa Rio sub-17

Neste sábado o Palmeiras sagrou-se campeão invicto da 25ª edição da Copa Rio Sub-17. O torneio é organizado pela FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro) em conjunto com ED Esportes, empresa do ex-jogador Edmundo, e esta foi a terceira participação do Palmeiras. Além do Verdão, os clubes participantes do torneio foram Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama, Botafogo, América, CFZ, Macaé, Sendas, Volta Redonda, Serra Macaense, Corinthians, Palmeiras, Tarumã (AM), Bahia, Vitória da Conquista, Ceará e Atlético Rondoniense.

Esta foi a campanha dos jovens do Verdão:

PRIMEIRA FASE
18/02 11:00, Sendas  1X1  Palmeiras (estádio Arthur Sendas)
19/02 09:00, Palmeiras  3X1  Tarumã (estádio Arthur Sendas)
20/02 11:00, Vasco da Gama  1X1 Palmeiras (estádio Arthur Sendas)

QUARTAS DE FINAL
23/02 11:00, Palmeiras  3×1  Bahia (estádio Cláudio Moacyr de Azevedo)

SEMIFINAL
25/02 12:00, Vasco da Gama  0×3  Palmeiras (estádio da Cidadania)

FINAL
26/02 12:00, Botafogo  1(4)x1(5)  Palmeiras (estádio da Cidadania)

Este é o elenco da final escalado pelo treinador Márcio Vicente Rodrigues: Vinícius; João, Gabriel, Mendes e Lima (Chistopher); Vinicius Andrade, Fabrício (Cleber), Bruno Dybal e Sabiá; Heitor (Hugo) e Matheus Cabral (Felipe).

O destaque da final foi o goleiro Vinícius, mais um arqueiro de talento da nossa Academia de Futebol; defendeu a última cobrança de pênalti do Botafogo salvando a disputa e depois defendeu a primeira cobrança da série alternada.

(E a organizadora FERJ colocou em seu site quatro nomes diferentes para o treinador do Palmeiras, um em cada resenha de jogo: Márcio Rodrigues, Marcos Rodrigues, Mário Rodrigues e Mário Vicente!)

Palmeiras acerta patrocínio de ocasião para o Choque Rei

Terra Esportes: Palmeiras fecha patrocínio para clássico com São Paulo. Por um valor não divulgado o Palmeiras irá anunciar a marca Tenys Pé na barra frontal da camisa, a princípio apenas nesta partida. Mais uma vez nesta semana notei um erro de apuração:

No momento, o clube tem em seu uniforme de jogo apenas a marca da Fiat de forma fixa.

Na verdade há muitos jogos o Palmeiras exibe outros dois patrocinadores fixos: Unimed Seguros na barra das costas e TIM dentro da numeração.

O Estadão pesquisou um pouquinho mais, mas não foi o bastante para informar corretamente pois faltou contar o patrocínio da TIM.

Já o Palmeiras, terá, na barra da frente, a marca Tenys Pé Baruel, da empresa Baruel. Com isso, o camisa alviverde terá três patrocinadores no clássico, já que a FIAT, no peito e nas costas, e a Unimed, na barra das costas, são fixas.

Se não conseguem informar direito o simples que está na cara, será que os “furos de bastidores” que noticiam são apurados da mesma maneira?

As manchetes amargas do UOL Esporte

Há tempos que eu noto um padrão nas notícias do UOL Esporte referentes ao Palmeiras. Quando o Palmeiras perde ou empata uma partida, a notícia contendo a crônica do jogo é publicada numa média de até cinco minutos após o apito final do árbitro. Já quando o Palmeiras vence o tempo de publicação tem uma média de quase 15 minutos – talvez seja para apagar duas ou três críticas e colocar um elogio.

Ontem o UOL Esporte se superou em outra característica sua, que é a má-vontade nas manchetes do Verdão. Numa manchete curta conseguiu colocar três críticas: Palmeiras tropeça no Piauí, vence só por 2×1 e não elimina jogo de volta. Acho que foi a primeira vez na vida que vi uma vitória ser caracterizada como tropeço.

Fui comparar as manchetes de outros clubes tradicionais que jogaram ontem e vi que a redação tem um peso e duas medidas; resultados similares possuem pontos de vista bem diferentes.

Veja só a manchete do Botafogo, que perdeu para o modestíssimo River Plate de Sergipe: Pouco inspirado, Botafogo sofre gol no fim e perde para o River Plate-SE. Ou seja, o Palmeiras (líder do Paulista) vencer foi um tropeço e o Botafogo (eliminado do Carioca) perder foi só falta de inspiração.

Depois procurei a manchete do Atlético-MG: Apesar de levar 2 gols de Vanvan, Atlético vence Iape, mas não elimina 2º jogo. Nenhuma ironia ao fato do Atlético-MG ter tomado uma virada do pequeno Iape do Maranhão.

Na íntegra do texto do Atlético-MG há diversas citações a uma polêmica de impedimento, enquando na íntegra do Palmeiras não é citado em nenhum momento um chance claríssima de gol palmeirense, quando o Adriano já tinha limpado o goleiro adversário e foi marcado um impedimento que sequer aconteceu. Apesar dos atletas não terem pressionado a arbitragem foi um lance que certamente contribuiu para a realização da partida de volta (e certamente o capitão Kleber levaria um cartão amarelo se reclamasse, dada a predisposição negativa dos árbitros em relação a ele).

Voltando no tempo, há exatamente um ano o Santos venceu o obscuro Naviraiense por apenas 1×0, mesmo tendo em seu time titular os queridinhos da imprensa Robinho, Neymar e Ganso. A situação foi exatamente a mesma que vive o Palmeiras hoje: deveria eliminar o jogo de volta contra um adversário fraquissimo e não conseguiu. Ah, mas a manchete deles foi feita com bastante carinho: Santos vence Naviraiense pela vantagem mínima e materializa sonho do adversário.

No decorrer do texto, uma pérola de contradição: “Como era esperado, o Santos massacrou o adversário em termos de posse de bola. Porém, poucas chances claras de gol foram criadas no primeiro tempo.” E o “tropeço” do Santos ficou de lado, pois era preciso dizer que para o adversário seria “um sonho” jogar na Vila Belmiro.

Como a maioria das notícias deste site são publicadas com a assinatura da redação, não dá para saber se essa negatividade com o Palmeiras vem de certos jornalistas ou se é uma prática de toda a equipe. A sugestão que enviei para a redação (já que o UOL não possui mais ombudsman), juntamente com todo este texto acima, é que mesmo nas matérias assinadas por vários jornalistas sejam colocados todos os nomes dos envolvidos na autoria de cada texto ao invés de um anônimo “Do UOL Esporte”. Por aí poderemos começar a mapear os amargos da redação.

O texto acima ampara-se no direito fundamental à manifestação do pensamento, previsto nos artigos 5º, IV e 220 da Constituição Federal de 1988. Vale-se do “animus narrandi”, protegido pela lei e pela jurisprudência (conferir AI nº 505.595, STF).

A autoridade do COF na encrenca do Clube dos 13

Não vou entrar em detalhes sobre toda confusão atual envolvendo CBF, Clube dos 13 e os direitos de TV; para uma introdução detalhada recomendo mais uma vez a ótima referência do Verdazzo!: O imbroglio dos direitos da TV.

O presidente do nosso arqui-rival mandou um comunicado ao Clube dos 13 anunciando seu desligamento do grupo. No dia seguinte o Clube dos 13 respondeu a ele informando que todas as condições estatutárias do grupo devem ser cumpridas, a saber:

- prazo de 60 dias de aviso prévio, sendo os direitos e deveres de ambas as partes continuarão a ser cumpridos por ambas as partes neste período;
- apresentação de cópia do estatuto social vigente do clube, para confirmação das regras previstas de filiações a entidades diversas;
- documento de aprovação do Conselho Deliberativo, caso tal aprovação seja prevista no referido estatuto.

Sendo assim, como o Palmeiras está sendo colocado como um dos indecisos que podem definir o grupo da maioria, é importante reler nosso estatuto e encontrar as regras necessárias caso o clube também queira romper com o Clube dos 13.

Nenhum diretor do Palmeiras e nem mesmo o presidente Tirone podem pedir sozinhos o desligamento do Clube dos 13. Apesar de não ser uma entidade desportiva de hierarquia superior (FPF, CBF), a relação com o grupo é um “vínculo de relação socio-desportiva” e por isso deve ter primeiro a aprovação do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Capítulo IV, Da Competência

Art. 110 – Ao C.O.F. compete:

XXI. Decidir, por proposta do Presidente da Diretoria Executiva, acerca da filiação da SEP nas entidades desportivas de hierarquia superior, assim como acerca de alteração substancial nos vínculos de relações sociais ou desportivas, com associações congêneres.

Capítulo II, Da Diretoria

Art. 119 – O Presidente, os Vice-Presidentes e os Diretores de Departamentos comporão a Diretoria Executiva, que funciona como Conselho Diretor da Administração Social.

Art. 121 – À Diretoria Executiva compete:

VII. Pronunciar-se a respeito de filiação da SEP às entidades desportivas de hierarquia superior, antes da decisão do C.O.F.

Comercial-PI 1×2 Palmeiras – a sina contra os pequenos

Mais uma vez a velha história: com a chance de “passar o carro” por cima do adversário pequeno o Palmeiras complicou um jogo fácil e agora se vê obrigado a fazer a partida da volta na semana que vem. Chamou muito a atenção a quantidade de jogadores adversários que caíram em campo com cãibras, praticamente meio time; pra mim ficou a dúvida se era um despreparo físico de um elenco quase amador ou se era artimanha para gastar tempo. E não deve ser esquecido o belíssimo gol que seria marcado aos 26 minutos do segundo tempo mas foi erroneamente apontado um impedimento, o que contribuiu para um enorme prejuízo para o Palmeiras.

Globoesporte.com: Palmeiras vence, mas força segundo jogo e ‘salva’ semestre do Comercial

Gazeta Esportiva: Verdão vence em Teresina, mas é castigado com jogo de volta

Mesmo com a vitória o UOL Esporte fez manchete com 3 negativas: “Palmeiras tropeça no Piauí, vence só por 2×1 e não elimina jogo de volta”, mais umas duas ironias na íntegra do texto; já o Lancenet fez manchete que dá a entender que o Palmeiras foi eliminado.

UOL Esporte: Palmeiras tropeça no Piauí, vence só por 2×1 e não elimina jogo de volta

Lancenet: Que vacilo! Verdão vence o Comercial, mas não fica com a vaga

E um pouco de altruísmo como consolo: como terá partida de volta então o Comercial-PI ficará com toda a renda deste jogo, suficiente para pagar seis meses de salário dos seus atletas, e mais a chance de faturar algum com patrocínios.

Quanto custa jogar no Pacaembu

iG Esporte: Palmeiras marca nova reunião para regularizar situação da Arena

A matéria me parece correta apesar da manchete sensacionalista. Como os membros do COF foram eleitos há poucos dias, é óbvio e natural que os integrantes queiram se atualizar a respeito dos contratos e documentos da obra. O problema é que o tom utilizado pelo conselheiro consultado é apocalíptico, mas nem o COF nem o Conselho Deliberativo possuem poderes para interromper a obra, que foi decidida pela Assembléia Geral dos associados.

Mas foi uma outra informação, ao meu ver equivocada, que me saltou aos olhos:

Enquanto isso, o Palmeiras paga R$ 100 mil por jogo para poder ser o mandante dentro do Pacaembu. A previsão é de que essa verba pare de ser gasta em 2013, quando a nova Arena já estaria completamente pronta.

Me parece que há um grande erro nestas duas sentenças finais. Conferi os boletins financeiros no site da Federação Paulista de Futebol e encontrei os seguintes valores referentes a aluguel de campo no Paulista 2011:

15/01/2011 19:30 contra o Botafogo: R$ 33.238,35
27/01/2011 21:50 contra o Paulista: R$ 28.567,80
06/02/2011 17:00 contra o Corinthians: R$ 52.750,00
12/02/2011 19:30 contra o Americana: R$ 47.433,90

Realmente há partidas em que a despesa total passa dos R$ 100 mil, mas por conta de cobranças que seriam feitas mesmo se fosse disputada no Palestra Itália: taxa da FPF, INSS, policiamento, emissão de ingressos, ambulância e equipe médica, etc. Em debate no grupo Fanfulla um conselheiro validou esta minha observação.

Quando a Arena Palestra for inaugurada o Palmeiras continuará tendo estes gastos; não terá somente o custo de aluguel, que apesar de não existir no antigo Palestra Itália havia um custo em torno de R$ 11 milhões anuais para sua conservação.

O mesmo iG Esporte publicou há menos de um ano os custos de aluguel do campo do Pacaembu.

- Jogos noturnos: R$ 62.500 ou 15% da renda bruta, sendo que o mandante paga o menor valor e com pagamento mínimo de R$ 22.946.
- Jogos diurnos: R$ 50.000 ou 12% da renda bruta, sendo que o mandante paga o menor valor e com pagamento mínimo de R$ 20.860.

Em um decreto de Dezembro/2010 a Prefeitura reajustou os valores para R$ 52.250 nos jogos diurnos (mínimo de R$ 23.210) e R$ 65.950 nos jogos noturnos (mínimo de R$ 24.200).

update: após contato pelo Twitter, o jornalista autor da matéria Danilo Lavieri fez um adendo ao texto que esclareceu melhor o valor.

Enquanto isso, o Palmeiras paga um valor que pode chegar até a R$ 100 mil por jogo para poder ser o mandante dentro do Pacaembu. Vale destacar que essa verba não inclui apenas o aluguel, mas também outras taxas que são pagas para o jogo poder acontecer, como uma equipe médica ou funcionários que trabalham no estádio em dia de jogo, por exemplo. A previsão é de que parte dessa verba pare de ser gasta em 2013, quando a nova Arena já estaria completamente pronta.

Mogi Mirim 0×0 Palmeiras – falta um camisa 9

Globoesporte.com: Após show de gols perdidos, Verdão amarga empate com o Mogi Mirim

Após três meses longe dos gramados, o chileno Valdivia foi a grande novidade do Palmeiras na partida deste domingo. Com o camisa 10 atuando ao lado de Tinga na armação das jogadas no meio, a bola passou a chegar com mais qualidade ao ataque.

UOL Esporte: Na volta de Valdivia, Palmeiras só empata com Mogi e perde 100% fora de casa

Com o crescimento das arrancadas do Mogi pelas laterais, o Palmeiras se fechou e passou a criar mais, mas com os problemas de finalização que já se tornaram comuns neste início de temporada. Os jogadores tinham muita cautela na hora de chutar, e quando o arremate vinha, acontecia para fora ou em cima do goleiro João Paulo, que fez boa apresentação e se redimiu da lambança do meio de semana, quando saiu mal e deu um gol de lambuja para Liedson na derrota por 2 a 0 para o Corinthians. Assim, o primeiro tempo em Mogi terminou e o placar permaneceu inalterado.

ESPN Brasil: Líder Palmeiras só empata com o Mogi na volta de Valdivia e com Rivaldo na torcida

O problema da ofensividade alviverde, contudo, eram os espaços deixados pela subidas de Cicinho, sempre cobrado por Felipão para atacar. Quando o Mogi conseguiu ter a bola nos pés, logo procurava Geovane, que transitava nas costas dos volantes palmeirenses e levantava a cabeça para procurar Denílson, que abria espaços, ou Roberto Jacaré, sempre pronto a finalizar.

O Mogi Mirim desceu poucas vezes no primeiro tempo, mas assustou, principalmente com Roberto Jacaré. Na volta do intervalo, o time passou a usar a avenida aberta no lado direito da defesa do Palmeiras para passar a ter o confronto nas mãos nos primeiros dez minutos de segundo tempo. Só não abriu o placar por conta de Bruno.

Para recompor seu meio-campo, Felipão mandou Patrik na vaga de Tinga. Com poucos minutos em campo, o jovem meio-campista do Palmeiras tabelou melhor do que o titular e criou boa oportunidade para Kléber, que parou nas mãos de João Paulo.

Aos 20 minutos, Valdivia, cansado, saiu para o lugar de Adriano Michael Jackson. A ausência do chileno, entretanto, não prejudicou o time, já que Patrik conseguiu preencher o espaço sem a bola e avançar com eficiência. Assim, deixou Kléber na cara do gol. O Gladiador furou e, no rebote, João Paulo fez milagre em chute de Adriano Michael Jackson.

Massa de manobra

Na mais recente entrevista do ditador daquele clube lá na Vila Sônia, um desfile de arrogância e prepotência em quase todos os parágrafos. Chega a ser divertido, pois quase todas as suas frases contradizem sua maior citação: “quando eu falo, não digo abobrinhas!”.

E enquanto há anos no Palmeiras os torcedores se mobilizam para votar e se eleger numa autêntica democracia (incluindo direito de voz ativa para oposições), neste outro clube a torcida tricolete é massa de manobra para manter o status quo ditatorial imposto pela diretoria. A oposição é pequena pois a maioria está cega pelo brilho de alguns títulos, e justamente por ser pequena desistiram do movimento.

Enquanto eram distribuídos panfletos na porta do estádio do Canindé, antes do jogo A. Portuguesa de Desportos e SPFC, ocorreu um lamentabilíssimo episódio que deveria envergonhar qualquer cidadão. Mais ainda os sãopaulinos e mais ainda, a diretoria do SPFC. O Conselho Deliberativo, também, desde que não tenha perdido a vergonha de se envergonhar.

Representantes uniformizados de uma certa torcida dita organizada, que demonstra ser oficial, talvez por receber subsídios como: ingressos, ônibus e sabe-se lá mais o quê, encarregou-se de, com exacerbada truculência, cercar um membro ativo do movimento, tomar-lhe à força os pacíficos panfletos que distribuía, não sem ameaçar de agressão física a ele e a quem mais estivesse panfletando.

E por falar em massa de manobra, o próprio presidente Juvenal se tornou uma ao aceitar a tal Taça de Bolinhas; a CBF lava as mãos e deixa o São Paulo e o Flamengo brigarem e racharem entre si, desmontando uma aliança forte contrária aos interesses da própria CBF e seu presidente Ricardo Teixeira, justamente agora que os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro estão sendo renegociados.

Belluzzo fala sobre salários e cotas

A Revista Isto É Dinheiro entrevistou o ex-presidente Belluzzo.

DINHEIRO – E os salários atrasados?
BELLUZZO – Isso não existe. Nunca teve mais de um mês de direito de imagem atrasado no Palmeiras. O Palmeiras nunca atrasou salário.

DINHEIRO – Então estava tudo bem, salário em dia?
BELLUZZO – Não tinha problema nenhum. Vocês da imprensa têm mania de afirmar. O Palmeiras nunca atrasa. Não tenho nada a ver com a vida dos outros clubes, mas tem time grande com atraso de quatro meses.

Acho muito pouco provável que os jogadores tenham mentido sobre este assunto quando começaram a ventilar as queixas sobre os atrasos, e creio que o desencontro esteja na interpretação da palavra “salário” no futebol. Para o jogador tudo o que ele recebe do clube é salário; para o clube existe o “salário”, aquele registrado em carteira de trabalho e com recolhimento dos impostos trabalhistas, e o “direito de imagem”, que é a fatia gorda do pagamento. Realmente é bem pouco provável que os “salários” estivessem atrasados, mas também acho pouco provável que os jogadores estivessem reclamando sem razão.

DINHEIRO – A oposição diz que a sua gestão antecipou receitas de direito de transmissão.
BELLUZZO – Não antecipei nada. Uma coisa é usar o contrato como garantia de uma operação financeira. A outra é antecipar receita. O Corinthians antecipou R$ 18 milhões. O Palmeiras não antecipou. O que eu propus e o conselho fiscal aprovou foi dar o contrato com a Globo em garantia ao refinanciamento de dívidas do clube. Existe uma coisa chamada penhora online – você não paga e o juiz penhora suas receitas. Era o que estava acontecendo. Renegociei a dívida. Só de IPTU eram R$ 35 milhões. Renegociei e caiu para R$ 11 milhões. O Mustafá (Contursi, ex-presidente do Palmeiras) diz que eu troquei os pés pelas mãos. Eu troquei de fato os pés da fuga pelas mãos da responsabilidade. Dei o contrato com a Globo em garantia. Esse contrato foi submetido ao conselho fiscal. Nem precisava. Levei, por ingenuidade até. Eu devia era levar uma Glock (pistola automática) e matar todos eles.

Um parêntese importante é que o próprio Belluzzo escreveu na área de comentários do site da revista para dizer que a última frase era na verdade uma pergunta irônica, e não uma afirmação como ficou transcrito na entrevista.

De fato, fala-se muito das antecipações de receita feitas pelo Palmeiras mas apenas em pequenas notas de rodapé são noticiadas as antecipações pelos outros três clubes do G4 Paulista. E é importante notar que a tal antecipação sequer foi feita, pois na verdade a receita futura foi apontada apenas como garantia de recebíveis.

De qualquer forma, apesar de entender as boas intenções do Belluzzo nas tentativas de acerto de contas do clube, não foram métodos desejáveis de se manter as finanças no futuro.