Archive for novembro 2011

Fala muito, fala muito!

O presidente do Corinthians encontrou uma forma eficaz de desviar as atenções da ausência por diarréia de tensão pré-Derby do seu atacante Adriano: deu entrevistas com indiretas ao Palmeiras.

Sobre o Palmeiras pagar bicho elevado para vitória no Derby:

Eu acho que o Palmeiras necessita de dinheiro em outros casos, mas se ele achou por bem dar o bicho, eu não tenho nada a ver com isso. Se dinheiro ganhasse jogo meu time era campeão todo ano.

O único dinheiro que o Palmeiras necessita são os R$ 34 milhões devidos pelo Corinthians no caso da contratação do Rogério.

Sobre o modelo econômico da Arena Palestra:

O Corinthians, a partir de quando tiver o estádio, quando a Fifa devolver, depois da Copa, fica com o estádio inteiro. Ao contrário do modelo do Palmeiras, que tem uma parceria com a W. Torre, que vai ficar 30 anos comandando o estádio. Sei de detalhes do Palmeiras mas não me sinto no direito de expor. O do Corinthians não. Acabou, pega a chave e é tudo nosso.

A Arena Palestra não tem nenhum segredo: o Palmeiras receberá 100% das rendas de bilheteria de futebol, mais uma porcentagem crescente nas receitas do estádio – camarotes e lanchonetes (5%+), shows e eventos diversos (20%+). Não existe aluguel de campo, somente os custos de operação no dia. Além disso, recebeu uma reconstrução moderna de quase toda a sede social, que em conjunto com o novo estádio representa um aumento considerável no valor patrimonial do clube. Esse modelo de parceria com a construtora permite que o Palmeiras pague pelo novo estádio, ao invés de ganhar um às custas dos cofres públicos como é o “modelo econômico” do Itaquerão corintiano, e que provavelmente terá a mesma decadência do Engenhão nas mãos do Botafogo.

Veja só: o cara que pensa que conhece as soluções para o Palmeiras é o mesmo que não consegue controlar seu principal atleta, que só neste ano já faltou quase 60 vezes entre treinos e sessões de fisioterapia! E a imprensa presente, cordeirinha, não questionou o dirigente sobre o “é tudo nosso” com dinheiro do povo. Ainda teve mais uma, sobre a declaração do Valdívia que vencer o Derby seria questão de honra:

“Jogador do nível dele é melhor nem responder”, afirmou Sanchez, que preferiu não externar sua opinião sobre o nível do jogador palmeirense. Em seguida, quando perguntado sobre o motivo de não comentar a declaração do chileno, o presidente corintiano foi sucinto: “Porque não”.

Há um ano e meio, quando o Palmeiras negociava o retorno do Valdívia ao clube durante a Copa do Mundo, o mesmo Andrés Sanches foi flagrado em animada conversa com o chileno e perguntando por seu procurador. Felipão mostrou muita sabedoria quando disse que não existe nada pior que ciúme de homem…

Mas tudo bem, vamos ser superiores e perdoá-lo, pois em suas próprias palavras o que mais o incomoda é o Palmeiras. Não deve ser fácil.

Arquibancada e vestiários sociais demolidos

Com a entrega dos novos vestiários sociais no último dia 15, a arquibancada visitante foi enfim demolida – embaixo dela ainda funcionavam os vestiários sociais masculinos e também a sauna, que provavelmente será reconstruída no acesso subterrâneo entre a entrada das piscinas e o antigo vestiário social feminino, que fica embaixo da grande área do “gol das piscinas”.

Palmeiras 1×0 São Paulo – vaga garantida na Sul-Americana

Geralmente o Choque-Rei é marcado por muito falatório, especialmente no lado de lá do muro da Academia de Futebol. Dessa vez resolveram manter o silêncio porque o desempenho deles no ano não foi superior ao nosso: ficaram em 4º lugar no Paulista, eliminados nas oitavas da Sul-Americana, também passaram por nove jogos sem vitórias e somaram dez derrotas no Brasileiro.

Antes mesmo do jogo começar, um ensaio de polêmica quando viram o representante da arbitragem carregar camisas presenteadas pelo Palmeiras. Não concordo com o presente, mas é hábito de todos os clubes, inclusive do SPFC – que aliás já ofereceu muito mais, como ingressos de camarote do show da Madonna.

Para os comentaristas foi um jogo morno, com pouca técnica, sem grandes emoções e chances de gol. Mas para quem conhece a história do Choque-Rei foi nervoso, brigado, com bolas na trave de ambos os times e com o habitual domínio palmeirense. Mas dessa vez o domínio finalmente se converteu em vitória no placar, e do melhor modo possível: na bola parada do Marcos Assunção. Apesar de ser uma jogada já bem conhecida e do adversário ter treinado com muito cuidado supondo anular 50% da nossa força, deu tudo errado para eles. Falharam clamorosamente na linha de impedimento e a bola pingou na pequena área do reserva da Copa 2002, antes de entrar nas redes.

A nossa zaga soube aplicar os treinos e evitou as faltas próximas à área, então o goleiro batedor de faltas não foi acionado nenhuma vez. Com isso vencemos um importante clássico, garantimos nossa vaga na Sul-Americana 2012 (pouco, é verdade) e como brinde dificultamos muito a chance do rival ir para a próxima Libertadores.

Este resultado combinado com a sequência das últimas quatro partidas também serviu para mostrar que o camisa 30 Kleber era uma das laranjas podres do elenco, pois sua saída refletiu numa imediata melhora do empenho em campo de todos os atletas.

UOL Esporte: Palmeiras usa ‘fator Assunção’, vence e atrapalha chances de Libertadores do São Paulo

O técnico Emerson Leão treinou a semana inteira a sua defesa para conter a melhor jogada do Palmeiras: a bola parada com Marcos Assunção. Mas de nada adiantou. Com gol de falta do volante, o time alviverde venceu por 1 a 0 e atrapalhou as chances de vaga na Libertadores do rival tricolor.

Lancenet: Salva o ano? Verdão vence e complica o São Paulo

Se alguém só assistisse aos primeiros 15 minutos de partida, poderia pensar que era o Verdão quem lutava por uma vaga na Libertadores e o São Paulo jogava sem responsabilidade – talvez incentivados pelo bicho dobrado, polêmica da semana no Alviverde. Aos 12, Marcos Assunção cobrou escanteio fechado e Rogério salvou. Como de costume, o volante era a principal arma palmeirense e supria a falta de inspiração de Valdivia, escondido na marcação.

Gazeta Esportiva: Marcos Assunção quebra jejum e afasta o São Paulo da Libertadores

Por 20 minutos, o Palmeiras tornou o São Paulo um espectador dentro de campo, vendo-o tocar a bola. Até que os erros na frente apareceram, e o Verdão, então, deu a bola e o ânimo que o rival precisava para chegar ao ataque. O equilíbrio se estabeleceu com a postura que Leão queria, com Dagoberto vindo de trás pela direita e Cícero recebendo a ajuda de Denilson para subir. Na igualdade do confronto, o Palmeiras foi empolgado para o intervalo.

No último lance do primeiro tempo, Rogério Ceni executou duas excelentes defesas em chutes de Luan e Patrik, este último ainda acertando o travessão, e Valdivia deu uma puxeta para fora. O chileno ainda se estranhou com o goleiro do São Paulo por ficar sentado na pequena área, aumentando o clima de rivalidade. O desentendimento, contudo, ficou no vestiário. O que voltou com o Palmeiras foi o ânimo que contagiou a torcida no último minuto do primeiro tempo. Os comandados de Luiz Felipe Scolari voltaram a conseguir impor uma marcação adiantada, bloqueando a ligação dos são-paulinos aos seus atacantes. Só Luis Fabiano conseguiu chance em que chutou rente à trave aos três minutos.

iG Esporte: Assunção decide, e Palmeiras afasta São Paulo da Libertadores

Logo no início, o Palmeiras começou melhor novamente. Primeiro, Valdivia, recebeu passe de Luan pela esquerda e colocou por cima de Rogério Ceni. Na jogada seguinte, o chileno sofreu falta, Marcos Assunção bateu, ninguém desviou e o camisa 1 do São Paulo pulou no vazio. A bola passou, e o placar estava aberto. Para tentar mudar o rumo do jogo, Rivaldo e Marlos entraram nos lugares de Cícero Dagoberto.

O São Paulo até melhorou, começou a criar mais chances, mas sempre errava no último passe. Percebendo que seu time estava acuado, Felipão colocou Chico no lugar de Patrik. A partir daí o time de Leão começou a alçar bolas na área. Em uma delas, Luis Fabiano desviou, e a bola parou nas mãos de Deola. Depois, foi a vez de Rivaldo cabecear a bola em cruzamento por cima de Deola.

Globoesporte.com: Assunção marca, Verdão vence e deixa Tricolor longe da Libertadores

Percebendo o crescimento do rival, Felipão reforçou a marcação alviverde, com Chico na vaga de Patrik. Depois, João Vítor entrou na vaga de Cicinho. Aos 38, o Verdão perdeu a chance de matar a partida. Em rápido contra-ataque, Luan, um dos melhores em campo, tocou para Valdivia, que só rolou para Fernandão. Cara a cara com Ceni, ele bateu cruzado, na trave direita do goleiro são-paulino.

No fim, desespero dos dois lados – o São Paulo para empatar e o Verdão para segurar a vitória. Mais competente e, principalmente, com mais garra, o Palmeiras soube segurar o resultado. A euforia foi completa no Pacaembu porque o placar eletrônico anunciou o gol da vitória por 2 a 1 do Vasco sobre o Fluminense no Engenhão, resultado que adiou a definição do título brasileiro para a última rodada. Palmeirenses, felizes com a vitória, e são-paulinos, que tiveram pelo menos algo para comemorar, fizeram muita festa.

Manifestação de hoje pelas eleições diretas

Hoje aconteceu na sede social do Palmeiras uma manifestação pelas eleições diretas, realizada por sócios que fazem parte dos grupos de oposição e mais notadamente por integrantes do Fanfulla.

A manifestação foi organizada nesta semana e aparentemente a informação vazou, pois os principais representantes desta desastrosa gestão – Mustafá, Gilto, Piraci, Frizzo, Tirone – não estavam presentes nas alamedas, como geralmente é costume deles nas manhãs de sábado.

De qualquer forma o manifesto foi muito válido e representou mais um importante passo na luta pelas eleições diretas. Além da pressão em cima de alguns mustafistas (um pegou o celular imediatamente e ligou sabe-se lá pra quem), as faixas circularam pela área social do clube, incluindo o parquinho infantil e as piscinas. Apesar de boa parte dos associados não estarem muito por dentro da política, a mensagem foi compreendida e o manifesto pacífico foi recebido com aplausos por onde passou. Próximo às piscinas, o hino do Palmeiras foi cantado pelos presentes.

Tudo isso foi acompanhado muito de perto pelos seguranças do clube, que queriam enrolar as faixas e dispersar o pessoal. Atitude compreensível por ser o trabalho deles, mas foi possível completar a missão sem grandes desentendimentos. A unica preocupação é que dois conselheiros do bem tiveram seus nomes anotados pelos seguranças, é bom a diretoria pensar cinco vezes antes de tentar fazer repressão a protestos pacíficos. A luta pelas eleições diretas não vai parar!

Segue abaixo a foto das faixas, que tirei logo no início do manifesto e publiquei na hora no Twitter @campeonissimo.

Felipão tinha razão

Frases do meia Lincoln em 01 de Setembro, sobre sua saída do Palmeiras:

Infelizmente o ambiente do Palmeiras não proporciona momentos de alegria, não te dá tranquilidade necessária para se atuar dentro de campo. (…) Todo mundo sabe que o Felipão, às vezes, tem estes momentos de destempero, de desrespeito a uma ou a outra pessoa. Mas, enfim, é o jeito dele.

Felipão respondeu no mesmo nível no dia seguinte:

O tempo vai mostrar algumas coisas. É bom dizer que está feliz lá no Avaí. O Palmeiras paga 70% do salário… Como é bom ter felicidade. Quero ir lá para Cascais, em Portugal, na beira da praia, e o Palmeiras me pagar 70% do salário. Ah, que coisa boa… Agora ir lá dentro, dar carrinho, treinar todo dia, aí é brabo. Como é bom ser feliz com o dinheiro dos outros – disparou Felipão.

O tempo passou – apenas dois meses e três semanas! – e realmente mostrou algumas coisas:

Nas rodadas decisivas do Campeonato Brasileiro, Lincoln perdeu muitas chances de salvar o Avaí do rebaixamento e entrou em atrito com parte do grupo de jogadores, que cobrou dele mais empenho durante os jogos. Por este motivo, Lincoln acertou uma cabeçada em Diogo Orlando durante o jogo contra o Vasco. No intervalo, veio o revide do companheiro, que lhe deu quatro socos.