Geralmente o Choque-Rei é marcado por muito falatório, especialmente no lado de lá do muro da Academia de Futebol. Dessa vez resolveram manter o silêncio porque o desempenho deles no ano não foi superior ao nosso: ficaram em 4º lugar no Paulista, eliminados nas oitavas da Sul-Americana, também passaram por nove jogos sem vitórias e somaram dez derrotas no Brasileiro.
Antes mesmo do jogo começar, um ensaio de polêmica quando viram o representante da arbitragem carregar camisas presenteadas pelo Palmeiras. Não concordo com o presente, mas é hábito de todos os clubes, inclusive do SPFC – que aliás já ofereceu muito mais, como ingressos de camarote do show da Madonna.
Para os comentaristas foi um jogo morno, com pouca técnica, sem grandes emoções e chances de gol. Mas para quem conhece a história do Choque-Rei foi nervoso, brigado, com bolas na trave de ambos os times e com o habitual domínio palmeirense. Mas dessa vez o domínio finalmente se converteu em vitória no placar, e do melhor modo possível: na bola parada do Marcos Assunção. Apesar de ser uma jogada já bem conhecida e do adversário ter treinado com muito cuidado supondo anular 50% da nossa força, deu tudo errado para eles. Falharam clamorosamente na linha de impedimento e a bola pingou na pequena área do reserva da Copa 2002, antes de entrar nas redes.
A nossa zaga soube aplicar os treinos e evitou as faltas próximas à área, então o goleiro batedor de faltas não foi acionado nenhuma vez. Com isso vencemos um importante clássico, garantimos nossa vaga na Sul-Americana 2012 (pouco, é verdade) e como brinde dificultamos muito a chance do rival ir para a próxima Libertadores.
Este resultado combinado com a sequência das últimas quatro partidas também serviu para mostrar que o camisa 30 Kleber era uma das laranjas podres do elenco, pois sua saída refletiu numa imediata melhora do empenho em campo de todos os atletas.
UOL Esporte: Palmeiras usa ‘fator Assunção’, vence e atrapalha chances de Libertadores do São Paulo
O técnico Emerson Leão treinou a semana inteira a sua defesa para conter a melhor jogada do Palmeiras: a bola parada com Marcos Assunção. Mas de nada adiantou. Com gol de falta do volante, o time alviverde venceu por 1 a 0 e atrapalhou as chances de vaga na Libertadores do rival tricolor.
Lancenet: Salva o ano? Verdão vence e complica o São Paulo
Se alguém só assistisse aos primeiros 15 minutos de partida, poderia pensar que era o Verdão quem lutava por uma vaga na Libertadores e o São Paulo jogava sem responsabilidade – talvez incentivados pelo bicho dobrado, polêmica da semana no Alviverde. Aos 12, Marcos Assunção cobrou escanteio fechado e Rogério salvou. Como de costume, o volante era a principal arma palmeirense e supria a falta de inspiração de Valdivia, escondido na marcação.
Gazeta Esportiva: Marcos Assunção quebra jejum e afasta o São Paulo da Libertadores
Por 20 minutos, o Palmeiras tornou o São Paulo um espectador dentro de campo, vendo-o tocar a bola. Até que os erros na frente apareceram, e o Verdão, então, deu a bola e o ânimo que o rival precisava para chegar ao ataque. O equilíbrio se estabeleceu com a postura que Leão queria, com Dagoberto vindo de trás pela direita e Cícero recebendo a ajuda de Denilson para subir. Na igualdade do confronto, o Palmeiras foi empolgado para o intervalo.
No último lance do primeiro tempo, Rogério Ceni executou duas excelentes defesas em chutes de Luan e Patrik, este último ainda acertando o travessão, e Valdivia deu uma puxeta para fora. O chileno ainda se estranhou com o goleiro do São Paulo por ficar sentado na pequena área, aumentando o clima de rivalidade. O desentendimento, contudo, ficou no vestiário. O que voltou com o Palmeiras foi o ânimo que contagiou a torcida no último minuto do primeiro tempo. Os comandados de Luiz Felipe Scolari voltaram a conseguir impor uma marcação adiantada, bloqueando a ligação dos são-paulinos aos seus atacantes. Só Luis Fabiano conseguiu chance em que chutou rente à trave aos três minutos.
iG Esporte: Assunção decide, e Palmeiras afasta São Paulo da Libertadores
Logo no início, o Palmeiras começou melhor novamente. Primeiro, Valdivia, recebeu passe de Luan pela esquerda e colocou por cima de Rogério Ceni. Na jogada seguinte, o chileno sofreu falta, Marcos Assunção bateu, ninguém desviou e o camisa 1 do São Paulo pulou no vazio. A bola passou, e o placar estava aberto. Para tentar mudar o rumo do jogo, Rivaldo e Marlos entraram nos lugares de Cícero Dagoberto.
O São Paulo até melhorou, começou a criar mais chances, mas sempre errava no último passe. Percebendo que seu time estava acuado, Felipão colocou Chico no lugar de Patrik. A partir daí o time de Leão começou a alçar bolas na área. Em uma delas, Luis Fabiano desviou, e a bola parou nas mãos de Deola. Depois, foi a vez de Rivaldo cabecear a bola em cruzamento por cima de Deola.
Globoesporte.com: Assunção marca, Verdão vence e deixa Tricolor longe da Libertadores
Percebendo o crescimento do rival, Felipão reforçou a marcação alviverde, com Chico na vaga de Patrik. Depois, João Vítor entrou na vaga de Cicinho. Aos 38, o Verdão perdeu a chance de matar a partida. Em rápido contra-ataque, Luan, um dos melhores em campo, tocou para Valdivia, que só rolou para Fernandão. Cara a cara com Ceni, ele bateu cruzado, na trave direita do goleiro são-paulino.
No fim, desespero dos dois lados – o São Paulo para empatar e o Verdão para segurar a vitória. Mais competente e, principalmente, com mais garra, o Palmeiras soube segurar o resultado. A euforia foi completa no Pacaembu porque o placar eletrônico anunciou o gol da vitória por 2 a 1 do Vasco sobre o Fluminense no Engenhão, resultado que adiou a definição do título brasileiro para a última rodada. Palmeirenses, felizes com a vitória, e são-paulinos, que tiveram pelo menos algo para comemorar, fizeram muita festa.