Archive for dezembro 2011

Basquete e boxe voltam a brilhar no Palmeiras

Dois grandes feitos no basquete e no boxe aconteceram neste último sábado, em uma semana que também teve alguns bons destaques no tênis de mesa, no halterofilismo e no arco e flecha.

O basquete sagrou-se campeão paulista A-2, o primeiro título da modalidade nos últimos 20 anos e com uma excelente campanha de 18 vitórias e apenas uma derrota. A organização do basquete paulista é meio estranha: a série A-2 que vencemos possui apenas quatro equipes competindo, enquanto a série A-1 que iremos disputar no próximo ano possui 16 times, dentre eles Paulistano, Pinheiros e São Caetano. Também iremos disputar a Copa Brasil da CBB, onde o campeão e o vice se unem ao quadro de competidores do principal campeonato nacional, o Novo Basquete Brasil.

O boxe foi reativado com uma nova equipe de competição. Os atletas do Palmeiras venceram quatro das seis lutas amadoras das preliminares. Nas categorias profissionais haviam mais dois palmeirenses no ringue. Xexeu Tripoli, diretor de pugilismo do clube, encerrou sua carreira aos 49 anos após vencer por nocaute técnico, enquanto o palmeirense Rogério Gerardi venceu por nocaute e conquistou campeonato paulista na categoria super meio-médio.

O maior mesatenista brasileiro de todos os tempos, o palmeirense Hugo Hoyama, venceu a Seletiva Nacional da categoria, conquistando também uma vaga para o Campeonato Latino-Americano. O Levantamento de Peso venceu quatro competições, incluindo o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, e também obteve o vice-campeonato em outras quatro competições juvenis. Por fim o Arco e Flecha levou o bicampeonato paulista interclubes, além de sete atletas do clube servirem a seleção brasileira da modalidade.

Eu sei que muitos torcedores não se importam com esse tipo de notícia e que a maioria prefere que o Palmeiras desative todos os esportes e mantenha apenas o futebol. Por outro lado, eu acho que o clube deve manter sua tradição de Sociedade Esportiva e sua grandiosidade permite (e diria até que exige) a manutenção de diversas categorias esportivas competitivas, mas com a ressalva de que nossa prioridade deve ser sempre a razão maior da nossa fundação: o futebol. Vez ou outra podemos ser mais contidos em alguns esportes, talvez até deixar de competir em uma ou outra modalidade, mas absolutamente nada pode atrapalhar o futebol; infelizmente não é o mesmo pensamento de alguns diretores e conselheiros, que preferem dar para as suas modalidades um inexplicável favorecimento maior que o futebol.

Rumores de mais dois amistosos na pré-temporada

Aparentemente alguns clubes do interior do Paraná estão se agitando para receber o Palmeiras em partidas amistosas no começo do próximo ano, durante a nossa pré-temporada.

O Arapongas Esporte Clube, treinado por Dario Pereyra, confirma a data de 12/01 às 20h para a partida de inauguração dos refletores do Estádio dos Pássaros e o Palmeiras seria o adversário convidado.

Uma outra partida amistosa talvez aconteça contra o Roma Esporte Apucarana no Estádio Municipal Bom Jesus da Lapa, mas o noticiário local informa que o embate seria em 14/01 e esta data já está reservada para o amistoso internacional contra o holandês AFC Ajax no Pacaembu.

Por enquanto não há nenhuma confirmação na imprensa paulista ou pelos meios oficiais palmeirenses.

Palmeiras lidera Ranking da CBF! Mas e daí?

A CBF recalculou seu Ranking Nacional de Clubes (e já tiveram que fazer um recall de reparo) para considerar a unificação dos títulos nacionais entre 1959 a 1970 e com isso saltamos da sétima posição (2012 pontos) para a primeira colocação (2366 pontos). Mas o que muda para o Palmeiras e o torcedor essa nova condição? Absolutamente nada. Ninguém dava importância ao RNC, e não é agora que devemos nos importar com ele.

Esse ranking da CBF sempre foi defeituoso e não é porque fomos alçados ao topo que devemos deixar de notar que ele possui diversos critérios ruins. Por exemplo, é um tanto difícil de entender o método aplicado que faz o campeão brasileiro receber 60 pontos e o vice receber apenas um ponto a menos, enquanto na Copa do Brasil o campeão recebe 30 pontos e o vice recebe 10 pontos a menos. Aliás, o campeão da Copa do Brasil recebe a mesma pontuação do 11º colocado da Série B!

Mesmo com a péssima campanha no Brasileiro 2011, o Palmeiras recebeu 50 pontos pelo 11º lugar – são 30 pontos a mais do que o Coritiba recebeu pelo vice-campeonato da Copa do Brasil e que nesta mesma competição nos aplicou um 6×0.

Também é muito estranho que um hipotético campeão do Brasileiro receba 60 pontos e mais nada pois não disputou a Copa do Brasil (estava na luta pela Libertadores), e ao mesmo tempo o quarto colocado no Brasileiro que foi eliminado na semifinal da Copa do Brasil receba 67 pontos!

Já aconteceu conosco: em 1993 recebemos 65 pontos pelo título brasileiro e quartas de final da Copa do Brasil, enquanto o Cruzeiro fez 76 pontos sendo campeão da Copa do Brasil e 15º do Brasileiro – e existem vários outros exemplos de discrepância similar.

Some a isso o fato dos clubes que estão na Libertadores não disputarem a Copa do Brasil acabam sendo punidos na pontuação anual, o que finalmente será corrigido a partir de 2013 (por outro lado, estragaram a Sul-Americana transformando as vagas em repescagem para alguns dos eliminados da Copa do Brasil; parece que é assim que fazem na Champions League e Europa League, o que não é chancela de boa idéia).

A única coisa que o RNC pode fazer pelo Palmeiras é mais manchetes polêmicas no final do próximo ano. Considerando a morosidade e as sucessivas trapalhadas da atual gestão para contratar reforços, é bem provável que esse outrora esquecido ranking reapareça no notíciário do ano que vem quando provavelmente perderemos a liderança, gerando mais uma “crise no Palestra, exclamação!”.

Temporada de futebol encerrada

O Palmeiras já estava praticamente garantido nas quartas de final do Campeonato Brasileiro Sub-20, mas uma surpreendente derrota para o América-MG nos eliminou do campeonato pelo saldo de gols.

A campanha desta primeira fase teve duas vitórias, um empate e uma derrota; cinco gols marcados e nove sofridos. Apesar de termos alcançado a segunda colocação, a eliminação veio no desempate pelo saldo de gols (-4 nosso contra 2 do Fluminense). Me pareceu muito suspeito esse placar elástico ontem dando vantagem justamente o Fluminense, mas deixa pra lá.

06/12 17:30, Atlético-PR 1×2 Palmeiras (gols de Patrick Vieira e Diego Souza);

08/12 17:30, Palmeiras 1×1 Fluminense (gol de Diego Souza);

10/12 15:30, Ceará 0×2 Palmeiras (gols de Kleber e Renato);

14/12 17:30, Palmeiras 0×7 América-MG.

Com isso o torcedor palmeirense terá 20 dias de férias até a estréia da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 03/01.

Cuidado com a praga palestrina!

Já está ficando popular entre os palmeirenses a “praga palestrina” que cai em cima de jogadores que saem pelas portas dos fundos do clube ou que nos menosprezam. Não sei dizer quando foi que isso começou a ser notado, mas diria que foi na saída conturbada do Keirrison para o Barcelona – quer dizer, Barcelona só no papel, já que nos dois anos e meio seguintes ele foi emprestado para três ou quatro clubes diferentes e apenas esquentou banco e foi buscar água para os titulares.

Pouco depois tivemos o caso do Val Baiano, que em dez anos de carreira passou pelo Santos e outros 12 clubes menores, até receber uma proposta do Palmeiras cujo valor financeiro foi ridicularizado por ele. Resultado: foi para o México onde fez apenas cinco partidas, depois transferiu-se para o Flamengo mas não se firmou e foi emprestado ao Grêmio Barueri. Caiu de divisão no Paulista e foi devolvido antes mesmo do fim da Série B. Atualmente não conta com o interesse do Flamengo e negocia com o CRB de Alagoas.

Neste ano tivemos três casos de jogadores que não estavam se dedicando ao Palmeiras como deveriam, saíram brigados com o clube e a torcida e parece que a famosa praga pegou.

Wellington Paulista – Foi apresentado em 08/04 por empréstimo do Cruzeiro, e retornou ao mesmo em 04/08. Até começou o ano razoavelmente bem no Estadual Mineiro mas foi envolvido na negociação com o lateral direito Vitor. Felipão deu a entender que o rapaz faltava com a dedicação no trabalho e mal o tirou do banco de reservas. Foi devolvido ao Cruzeiro e com ironia disse que passou férias em São Paulo (sem perceber, dando alguma razão ao Felipão). Não repetiu o mesmo futebol do começo do ano, já esteve novamente reclamando da reserva por lá e quase foi rebaixado.

Lincoln – Teve muita dificuldade na recuperação física e acabou emprestado ao Avaí. Logo no seu primeiro ou segundo dia no novo clube deu uma entrevista rancorosa atirando para todos os lados no Palmeiras, criticando a diretoria, o ambiente ruim, os antigos companheiros e o Felipão, a quem se referiu como uma pessoa que não sabe respeitar o próximo. Dois meses depois se envolveu em uma briga de vestiário quando um companheiro avaiano lhe pediu mais empenho em campo (deu uma cabeçada e levou quatro sopapos, que exemplo de respeito e bom ambiente!). Foi rebaixado e devolvido pelo Avaí, mas deve ser emprestado novamente para outro clube.

Kleber – Ainda não dá pra dizer que a praga pegou pois seu contrato só começa efetivamente no próximo ano, mas curiosamente desde a confirmação de sua saída o Palmeiras passou a jogar muito melhor e saiu de uma sequência de dez jogos sem vitórias e passou para três empates e duas vitórias, incluindo aí uma vitória no Choque-Rei e um empate no Derby. Enquanto isso, o Grêmio não venceu mais! Foram dois empates e três derrotas, incluindo a derrota no Gre-Nal.

Os três jogadores terminaram o Brasileiro em posições inferiores ao Palmeiras na classificação. Que ironia!

Nova definição das cores do Prédio Multiuso

A construtora WTorre divulgou hoje a nova perspectiva artística do Prédio Multiuso. A mudança é mínima, apenas uma inversão nos locais a serem pintados de verde, mas o resultado parece bem melhor – e o anterior já era bom!

Nas maquetes atuais o escudo do Palmeiras aparece somente nas colunas principais da Arena, e espero que não se esqueçam de colocá-lo também nas colunas verdes do Prédio Multiuso e nas laterais do Prédio de Quadras. Não é uma preocupação para o momento pois o mais importante é concluir as obras dentro do cronograma, e creio que essa decoração seja atribuição do Palmeiras e não da construtora (e ainda será necessário adequar os tamanhos e quantidades de escudos à Lei Cidade Limpa).

Prédio Multiuso - a perspectiva artística anterior e a nova

Mil dias para o centenário

Na quarta-feira passada ocorreu uma data curiosa que quase não foi notada (provavelmente pela expectativa do Derby): faltam pouco menos de 1000 dias para o centenário do Palmeiras. Fiz algumas contas e descobri também que faltam mais ou menos 500 dias para a inauguração da Arena, prevista para meados de Abril/2013. O marketing palmeirense deixou essa passar em branco, da mesma forma que também ignorou a partida 5000 na nossa história, ocorrida em 2005.

Mas muito mais importante que a quantidade de dias é a quantidade de presidentes até o centenário: apenas um ou dois! A reeleição de Arnaldo Tirone o manteria no cargo neste momento histórico, e atualmente os grupos de oposição ainda discutem qual nome de consenso teria condições de se eleger e também de cumprir o mandato com a honra e qualificação que o Palmeiras demanda.

Derby, Choque-Rei e Saudade em 2011

Apesar dos resultados ruins nas competições e por não adicionar nenhum troféu de futebol na galeria além do Paulista Sub-17, o Palmeiras não ficou devendo na estatística para nenhum outro do chamado “G4 Paulista” – nossa única desvantagem foi no fator campo (e também extra-campo, mas isso é outra história). Abaixo estão alguns números dos nossos clássicos contra Corinthians, São Paulo e Santos.

Corinthians: uma vitória, dois empates, uma derrota, 3×3 no placar acumulado. Três jogos no Pacaembu e um no Prudentão, levamos 11 amarelos e 3 vermelhos, o rival recebeu 15 amarelos e 2 vermelhos.

São Paulo: dois empates e uma vitória, 3×2 no placar acumulado. Dois jogos no Morumbi e um no Pacaembu, e em cada um o adversário usou um treinador diferente. Levamos 7 amarelos e o inimigo recebeu 6 amarelos e 2 vermelhos.

Santos: duas vitórias e uma derrota, 4×1 no placar acumulado. Dois jogos na Vila Belmiro e um no Pacaembu, foram 7 amarelos para cada lado e nenhuma expulsão.

Na arbitragem foram usados oito árbitros diferentes e apenas um comandou mais de um jogo: Luiz Flávio de Oliveira apitou três clássicos diferentes e ainda foi árbitro adicional em outros dois no Paulista. Seu irmão Paulo Cesar de Oliveira apitou apenas um mas nos deixou um estrago imensurável.

No total recebemos 25 cartões amarelos e 3 vermelhos (os três em Derbys decisivos, coincidência?). Nossos adversários receberam 28 cartões amarelos e 4 vermelhos (dois no último Derby e mais um em cada Choque-Rei do Brasileiro).

Os três piores públicos foram contra o Santos (o estádio acanhado deles é um motivo) e os três melhores foram contra o Corinthians (temos que reconhecer que o sócio-torcedor deles funciona, além da nossa gentileza inocente na partilha dos ingressos). Considerando somente nossos cinco mandos, o público pagante total foi de 128.989 com renda bruta de R$ 3.259.810,00, o que dá um ticket médio de R$ 25,27.

Os números acima estão bons, mas tenho certeza que nenhum palestrino se importaria de trocar uma ou duas vitórias em clássicos por um troféu.

Verdão em férias, Verdinho em campo

A próxima partida de campeonato do elenco principal do Palmeiras é só daqui a 40 dias, mas ainda será possível ver as camisas alviverdes em campo neste período pelas categorias de base em dois torneios. Vale muito mais a pena torcer pela molecada do que acompanhar as chatíssimas novelas de contratações, com seus roteiros repletos de barrigadas da imprensa amarga e chutes de “twitteiros” anônimos e rancorosos.

No Campeonato Brasileiro Sub-20 2011, enfrentaremos na primeira fase Atlético-PR (hoje, 06/12 17:30), Fluminense, (08/12 17:30), Ceará (10/12 15:30) e América-MG (14/12 17:30). Caso se classifique entre os dois primeiros do grupo e avance até a final serão mais três partidas (quartas, semis e final), sendo a última em 20/12.

Duas semanas depois começa a Copa São Paulo de Futebol Júnior 2012. Na primeira fase enfrentaremos Linhares-ES (03/01 19:00), Rondonópolis-MT (06/01 21:00) e Ferroviária (09/01 19:00). Classificam-se os primeiros dos 24 grupos e os 8 melhores segundos colocados. Até a final em 25/01 serão mais cinco jogos eliminatórios.

O elenco principal retorna das férias em 04/01 e no momento existem duas datas para o início da temporada profissional: dia 14/01 no Pacaembu em um amistoso contra o AFC Ajax da Holanda (atualmente em 4º no campeonato holandês), e a estréia no Campeonato Paulista contra o Bragantino na casa do adversário em 22/01.

Corinthians 0×0 Palmeiras – a superioridade no Derby continua

O 339º Derby resultou no 102º empate; permanecemos com 121 vitórias contra 116 do adversário e com 43 gols marcados a mais do que eles (495 a 452). O clássico foi como todos os outros recentes: arbitragem frouxa para eles e rígida para nós, adversário nervoso sem oferecer grandes perigos e o Palmeiras dominando o campo e acertando a trave. Mais uma vez tivemos um atleta expulso por interpretação ambígua do árbitro e mesmo assim continuamos mantendo a posse de bola e o nosso ritmo de jogo. Quando dizem que o Derby é um campeonato a parte, não é mentira: quem viu o Palmeiras em campo nesta partida não diz que é o mesmo das outras rodadas do Brasileiro.

O nosso desempenho superior em campo teve seu lado frustrante, pois mostrou que mesmo com este elenco muito limitado seria possível no mínimo disputar uma vaga para a Libertadores caso tivessemos nos livrado das laranjas podres mais rapidamente. Felipão assumiu esse erro, mas o vice-presidente e diretor de futebol Roberto Frizzo ficou quieto quando deveria assumir a culpa ao invés de deixar nosso treinador se desgastar mais uma vez.

Terminamos o Brasileiro em 11º lugar e provavelmente enfrentaremos o Botafogo na Sul-Americana 2012. Tivemos apenas 10 derrotas, só uma a mais que o campeão e menos do que Fluminense, São Paulo, Coritiba, Botafogo e Santos, que terminaram na nossa frente. Nossos dois maiores erros: excesso de empates e ataque sem conclusão (ou meio campo pouco eficiente para as assistências). Acumulamos 17 empates, número superior a todos os demais times; e marcamos apenas 43 gols, superior apenas ao rebaixado Atlético-PR. A zaga passou por momentos de elogios e críticas, mas foi a segunda menos vazada do campeonato.

Não vou colocar as habituais manchetes de pós-jogo pois nesta última rodada o título do rival foi mais comentado do que nossa habitual supremacia no campo, mas nem poderia ser diferente. Ao invés disso, sugiro a leitura atenta de dois ótimos relatos contados por quem esteve presente na arquibancada visitante e mostram pontos de vista que jamais serão mencionados pela imprensa que se diz especializada.

Forza Palestra: A vitória de quem vai à luta

Ao final dos 90 minutos, deixamos a cancha municipal com a certeza de dever cumprido. Lutamos a guerra que nos cabia. Fomos à cancha municipal não movidos pelo oportunismo sujo de quem queria contemplar um título para o qual pouco ou nada fez, mas pela obstinação de quem queria defender a própria honra em uma batalha improvável. Fomos não esperando uma conquista fácil, mas sabedores de que todo o nosso esforço provavelmente não resultaria em nada. Mas o Palmeiras foi a campo e nós vamos atrás dele.

A tentativa de fazer um mosaico com faixas verticais merece três comentários: (1) pra fazer isso de maneira correta, é preciso ter experiência prévia; (2) a atitude de baixar as faixas tão rapidamente só serviu para evidenciar o medo do outro lado; (3) a conivência da PM com a gambazada tem origens históricas, e fica mais evidente a cada ano. Imaginem os senhores se a Mancha seria autorizada a entrar no estádio com algum material que tivesse uma mensagem de provocação à torcida adversária…

Verdazzo: SCCP 0×0 Palmeiras

Após uma hora de caminhada, chegamos ao Municipal, não sem antes termos que tomar bastante cuidado com uma ladeira ao lado do Pacaembu cheia de óleo diesel derramado, o que fez o chão ficar muito escorregadio e perigoso. Era a única via de saída de nossa torcida, e no caso de um confronto, o chão liso era uma grande desvantagem. Obra dos “leais adversários”

O juiz apitou o fim do jogo e a torcida do Palmeiras se viu obrigada a se retirar do estádio. Com muita raiva e decepção, mas de cabeça erguida. Os jogadores, dentro de campo, dentro das limitações já conhecidas, se impuseram frente ao time que se sagrou campeão. O Palmeiras, apesar de uma fase negra principalmente nos meses de setembro e outubro, ressurgiu no campeonato, tirou o SPFC da Libertadores e fez os corintianos se borrarem de medo até o anúncio do fim do jogo no Engenhão. Essa dignidade ninguém nos tira.