Por volta dos 19 minutos do segundo tempo o camisa 22 do adversário (Titi) fez falta dura no Valdívia na entrada da área digna de advertência (seria expulso pelo 2º amarelo), mas o árbitro mostrou o amarelo apenas para o Valdívia por reclamação. A barreira adversária andou em direção à bola reduzindo o espaço regulamentar para a cobrança e o árbitro deixou acontecer sem advertências. Na continuação do lance após a cobrança um adversário atropelou um palmeirense, também na entrada da área, e o árbitro mandou seguir o jogo em um contra-ataque do Bahia. Segundos depois o adversário se aproximou da nossa intermediária e em um lance normal de jogo o árbitro apitou falta contra o Palmeiras. Na cobrança dessa falta o camisa 22 adversário – atenção, o mesmo que deveria ter sido expulso um minuto antes – cabeceou impedido e marcou o gol contra o Palmeiras, validado incorretamente pelo árbitro. Aliás, eram dois adversários impedidos neste lance.
Esse pequeno momento de 2 ou 3 minutos neste jogo exemplificou com clareza como o Palmeiras tem sido desrespeitado, insultado e maltratado nos últimos 35 anos por árbitros, adversários e federações – isso tudo sem contar o (por falta de melhor expressão) fogo-amigo disparado dentro das alamedas do Palestra, onde alguns poucos de sobrenomes conhecidos alimentam suas vaidades às custas das emoções de milhões.
Assim que o árbitro apitou o final do assalto, alguma torcida organizada gritou “time sem-vergonha” como mostra de sua indignação pelo resultado. Oras, até jogamos bem dentro das nossas atuais limitações de elenco: 55% de posse de bola, 23 finalizações (12 certas), duas bolas na trave ainda no primeiro tempo. Se não vencemos, foi pela dificuldade dos nossos 11 atletas conseguirem melhor sorte em frente a 14 adversários.
Frases “fortes” gritadas da arquibancada são somente palavras ao vento. Os organizados deveriam expressar sua indignação se associando ao clube, arrecadando correligionários e votos para os conselheiros merecedores desta distinção (sim, existem!), combatendo as ratazanas nas alamedas que agem contra o clube com suas fofocas para a crônica esportiva e diversas outras violações do artigo 33 do Estatuto.
A cada ponto roubado de nós como nesta noite eu gosto mais do Palmeiras e menos de futebol, por mais contraditório que seja.
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Logo no início do jogo, o Palmeiras perdeu seu homem centralizado quando Dinei caiu com dores na coxa direita. Maikon Leite entrou bem, mostrando que banco de reservas pode ser eficiente. Em poucos minutos, o atacante criou duas chances consistentes e mais uma vez o time de Felipão sofria por criar muito e não conseguir concluir.
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O ex-santista entrou bem e foi o responsável pela primeira boa jogada do Verdão, quando recebeu na meia-lua, girou e arrematou rasteiro, carimbando a trave dos visitantes. Pouco depois, o time mandante ameaçou novamente. Valdivia dominou pela esquerda e fez bom passe em profundidade para Luan, que cruzou. Kleber apareceu na pequena área e não alcançou, mas Maikon Leite se esforçou na segunda trave para finalizar, exigindo boa defesa de Marcelo Lomba.
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É bem verdade que o primeiro tempo do Palmeiras começou devagar… Quando engrenou, no entanto, o Verdão criou boas chances e o empate sem gols até o intervalo foi injusto. Luan cruzou pela esquerda a bola atravessou a área baiana. Kleber e Marcelo Lomba viram passar e ela sobrou para Maikon Leite chutar. O goleiro do Bahia voltou a tempo e, com o pé, tirou em cima da linha! Aos 43 minutos, Kleber chutou de fora da área, a bola pegou efeito e, mais uma vez, carimbou a trave do Bahia. Nos rápidos contra-ataques orquestrados por Carlos Alberto e finalizados por Jobson, o time visitante até chegou, mas não soube ser incisivo o bastante e as chances reais foram poucas.
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No 2º tempo, os times voltaram sem alterações e a tônica do jogo foi a mesma. O Palmeiras era bem melhor que o Bahia e precisava acertar o pé para conseguir abrir o placar. Aos 9 minutos, Cicinho fez boa jogada pela direita, cruzou e, finalmente, alguém acertou o chute. Valdivia desviou a bola quase na entrada da pequena área e abriu o placar.
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Era o gol para tirar o peso, a fase ruim do ataque palmeirense, que só havia feito um golzinho nos últimos quatro jogos. A torcida se empolgou e empurrou o time. A partida estava sob controle. Mas aí a bola aérea voltou a assombrar aos 22 minutos, quando o Verdão tinha o domínio das ações. Em posição de impedimento, Titi se antecipou ao goleiro Marcos e completou cobrança de falta da entrada da área, fazendo 1 a 1. A arbitragem validou o gol. Felipão se irritou com mais uma falha na bola aérea e imediatamente sacou Márcio Araújo para colocar Chico, jogador mais alto. Não adiantou. O Palmeiras perdeu o controle emocional depois do gol e deixou o Bahia tomar conta do jogo.
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O Palmeiras, então, se lançou no desespero ao ataque, mas não conseguiu evitar o empate. O goleiro Marcelo Lomba fez grande defesa em chute de Maikon Leite.