Palmeiras 0×0 Bragantino – mesmo time de 2012, mesmo desempenho
Bastou uma única partida para todo o cenário de crise perpétua se reestabelecer: o presidente Tirone e seu vice Frizzo não compareceram (espero que tenha sido por vergonha da auto-crítica), o gerente de futebol César Sampaio também não, o atacante Luan reclamou que está “de saco cheio” da torcida, o Henrique criticou a diretoria e os salários atrasados de alguns, dominamos o jogo mas não vencemos. Ou seja, a última partida com o Tirone na presidência foi um resumo de toda a sua desastrosa gestão que se finalmente se encerra nesta segunda-feira.
Assista o compacto na Ficha Técnica da partida.
Agência Palmeiras: Em jogo truncado, Palmeiras não sai do empate no Pacaembu
Na tarde deste domingo (20), o Palmeiras enfrentou o Bragantino, no Pacaembu, em jogo válido pela 1ª rodada do Campeonato Paulista. As novidades do Verdão foram Fernando Prass e Ayrton, que estrearam com a camisa alviverde, e Souza, que retornou de empréstimo do Náutico. Em uma partida com poucas oportunidades, Barcos perdeu um pênalti e o placar não saiu do zero.
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Neste domingo, o Palmeiras começou dominando as ações, especialmente com Souza, no meio de campo, que mostrava muita agilidade na armação e marcação. Enquanto isso, o Bragantino abusava das faltas, dando chance, justamente, para o meio de campo mostrar que está em dia com as bolas paradas. Em duas delas, a torcida se levantou para quase comemorar. O camisa 8 ainda deu bons chutes de longe. Barcos era a referência e também levava perigo à zaga interiorana.
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O Bragantino, nos 45 minutos iniciais, só foi notado na parte defensiva. Seus três zagueiros mostraram bom desempenho. No mais, foi um rival que cometeu muitas faltas, teve lentidão no seu meio-campo e não conseguiu assustar Fernando Prass em nenhum momento.
Gazeta Esportiva (Fox Sports, ESPN Brasil, iG Esporte): Barcos perde pênalti e Palmeiras estreia em 2013 com 0 a 0 e vaias
No intervalo, Gilson Kleina cobrou a presença de seu time no campo adversário, e o Palmeiras dominou a posse de bola trocando passes do meio-campo para frente. Assim, Souza tinha companheiros para tabelar. Desta forma, entrou na grande área, driblou Rafael Defendi e sofreu pênalti, aos 12 minutos. Coube a Barcos fazer a cobrança. E o argentino acertou a trave.
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Um dos principais problemas do Palmeiras na partida foi a falta de um armador. Com Valdivia lesionado e sem condições de jogar, o técnico Gilson Kleina apostou em Patrick Vieira, como no fim do Brasileirão de 2012. O camisa 39 tem potencial e vontade. Mas falta muito para ser titular do Alviverde. No jogo, pouco criou. Teve apenas uma oportunidade no segundo tempo, minutos antes de ser substituído.
O comandante palmeirense até tentou mudar o time com as alterações. Mas sem peças de destaque no banco de reservas e a falta de reforços, não foi possível alterar o placar.
Folha de S.Paulo: Barcos perde pênalti e Palmeiras empata com Bragantino no Paulista
O Palmeiras foi melhor em campo, mas não o suficiente. Ainda muito desarrumado taticamente, criou poucas chances. Entre os estreantes, Ayrton não foi bem pelo lado direito. O jogador não se acertou pelo lado de fora e sua jogada básica era voltar a bola para o meio de campo. Já o goleiro Fernando Prass (ex-Vasco) praticamente não teve trabalho.
Estadão.com.br: Palmeiras e Bragantino empatam sem gols em estreia no Paulistão
Com o resultado, o Palmeiras manteve a marca positiva de 18 anos sem perder no início da competição, mas estreou sem a vitória desejada pela torcida.
Opinião do pós-jogo no Blog do IPE:
Os jogadores que ficaram para essa temporada demonstraram alguma disposição, sem a pressão de ter que livrar a equipe da zona de rebaixamento acabaram errando menos, mas é visível que o Palmeiras não tem criação, Patrik Vieira pode vir a ser um bom meia atacante, mas não é o 10 que o time precisa. Em se substituindo peças pontuais (Juninho, Márcio Araújo, Patrik Vieira e Luan para ser mais exato) a equipe tem condições de lutar pela promoção no BR13, que no fim das contas é o que realmente importa este ano.
Opinião no pós-jogo do Terceira Via Verdão:
Duas leituras podem ser feitas, as duas corretas: 1. o time é fraco e carece de jogadores de habilidade para termos alguma esperança de disputa de título; ou 2. é início de temporada, Kleina está montando o time, e o desempenho desta partida não deve servir de referência.
Opinião no pós-jogo do Verdazzo:
O que desespera é a limitação técnica natural, e como esses erros abatem o time, que passa a jogar como um grande amontoado, como todos tentando resolver sozinhos. Gilson Kleina precisa proporcionar fluidez a esse time, tentar fazer com que eles criem jogadas com começo, meio e fim, e não sucessivas tentativas de improviso como foi hoje.
Fernando Prass não foi exigido, mas mostrou uma qualidade interessante: a reposição da bola com as mãos, longas e precisas.

Barcos em cobrança de pênalti



