Corinthians 2×1 Palmeiras – com uma boa ajuda da sorte, caiu o último invicto
O nervosismo do jogo foi o padrão para um Derby, mas apesar da tensão deu para perceber que na bola foi equilibrado e o nosso gol poderia surgir a qualquer momento em algum detalhe – nosso detalhe foi o clássico chute com a mão do Marcos Assunção, o detalhe rival foi a sorte acontecer duas vezes em três minutos: no primeiro a bola pingou no lugar certo da área, no segundo fizemos um gol contra – ou seja, fomos nós que perdemos e não eles que nos venceram, mas isso não importa muito porque ficamos sem os três pontos do mesmo jeito.
No primeiro tempo o Palmeiras teve um bom volume de jogo, atletas bem posicionados no campo, enquanto o adversário abusou das faltas e confusões, suas maiores especialidades. No segundo tempo o time se perdeu em campo após sofrer os dois gols, talvez tivéssemos melhor sorte se contássemos com o Daniel Carvalho no banco. De qualquer forma, a freguesia histórica segue: 121 x 117.
Apesar de algumas interpretações equivocadas do árbitro, até que ele foi razoavelmente bem e não acho que podemos lhe imputar alguma participação no resultado – se bem que aquela entrada criminosa do Liédson no Deola deveria lhe custar um cartão vermelho. Nosso povo calejado das injustiças e roubalheiras premeditadas do futebol não pode abaixar a guarda; já há teorias circulando que um eventual benefício do apito hoje serviria como compensação nas premeditações sujas da fase eliminatória – devemos pressionar a comissão de arbitragem e seus sorteios em todas as rodadas para exigir o equilíbrio.
Uma curiosidade: em 36 jogos dos últimos 2 Paulistas tivemos apenas 3 derrotas (duas para o rival, e uma para Ponte Preta em que jogamos com elenco reserva). Infelizmente só a estatística não é suficiente para um troféu.
E um registro precisa ser feito, já que será pouco comentado na imprensa esportiva: Torcedores corinthianos brigaram entre si nas arquibancadas.
iG Esporte: Em seis minutos, Corinthians vira e acaba com invencibilidade do Palmeiras
Com apenas 40 segundos de jogo, Marcos Assunção cobrou falta venenosa e Júlio César precisou espalmou para fora. Depois do susto, o Corinthians tomou a iniciativa e foi para o ataque. No entanto, a segunda jogada de perigo do clássico foi do Palmeiras. Aos nove minutos, Barcos, completamente livre na área, recebeu cruzamento de João Vítor e testou para fora. Aos 11, Marcos Assunção, mais uma vez, assustou em cobrança de falta. O volante tentou acertar o ângulo direito do goleiro e tirou tinta da trave.
UOL Esporte: Corinthians supera “Professor Raimundo” e na bola parada finda invencibilidade do Palmeiras
Seis minutos depois do gol, aconteceu um tumulto em campo. Liedson acertou com o pé o goleiro Deola. Os palmeirenses foram para cima e houve uma troca de empurrões. O camisa 9 alvinegro pediu desculpas, mas não se livrou do cartão amarelo.
Gazeta Esportiva: De virada, Corinthians tira liderança e invencibilidade do Palmeiras
Outro momento de tensão ocorreu entre Chicão e Barcos. O defensor entrou duro no argentino do Palmeiras e recebeu o segundo cartão amarelo do Corinthians – o primeiro havia sido para Liedson, na jogada com Deola. Antes disso, Valdívia desperdiçou oportunidade de ampliar a vantagem ao receber passe em profundidade justamente de Barcos. O meia chileno invadiu a área em velocidade e perdeu o ângulo ideal de chute ao deixar Julio Cesar caído no chão.
Lancenet: Líder nota 10! De virada, Timão vence o Verdão
Na volta do intervalo, os alunos de Tite voltaram mais concentrados e conseguiram a vitória em apenas seis minutos do segundo tempo. Paulinho, aos três minutos, aproveitou cobrança de falta de Jorge Henrique e desviou na mão de Márcio Araújo para colocar a bola para o fundo do gol, empatando a partida. Enquanto isso, Valdivia (Divino) seguia sem magia… Com nova ajuda do volante Profeta (Márcio Araújo), o Timão virou o jogo, três minutos depois do empate, com gol contra, mesmo com a tentativa de Liedson de chegar na bola.
Globoesporte.com: Com veneno rival, Timão vira e acaba com a série invicta do Verdão
O Palmeiras entrou em colapso com a inesperada mudança de placar. As jogadas que deram certo no primeiro tempo acabaram na parte final do jogo. O time se enervou, perdeu a posse de bola e praticamente não ofereceu perigo a Julio Cesar. A melhor oportunidade neste perído veio dos pés de Valdivia, batendo por cima uma chance clara dentro da área.
O Verdão só conseguiu melhorar depois que Felipão colocou Pedro Carmona e Ricardo Bueno no gramado. A equipe voltou a ter mais posse de bola, mas esbarrou na boa atuação da defesa rival. Barcos, que fez grande primeiro tempo, sumiu no fim. A chance do empate veio aos 43. Assunção bateu falta para a área, Henrique desviou de cabeça e a bola saiu muito próxima da trave direita.



