Basquete e boxe voltam a brilhar no Palmeiras
Dois grandes feitos no basquete e no boxe aconteceram neste último sábado, em uma semana que também teve alguns bons destaques no tênis de mesa, no halterofilismo e no arco e flecha.
O basquete sagrou-se campeão paulista A-2, o primeiro título da modalidade nos últimos 20 anos e com uma excelente campanha de 18 vitórias e apenas uma derrota. A organização do basquete paulista é meio estranha: a série A-2 que vencemos possui apenas quatro equipes competindo, enquanto a série A-1 que iremos disputar no próximo ano possui 16 times, dentre eles Paulistano, Pinheiros e São Caetano. Também iremos disputar a Copa Brasil da CBB, onde o campeão e o vice se unem ao quadro de competidores do principal campeonato nacional, o Novo Basquete Brasil.
O boxe foi reativado com uma nova equipe de competição. Os atletas do Palmeiras venceram quatro das seis lutas amadoras das preliminares. Nas categorias profissionais haviam mais dois palmeirenses no ringue. Xexeu Tripoli, diretor de pugilismo do clube, encerrou sua carreira aos 49 anos após vencer por nocaute técnico, enquanto o palmeirense Rogério Gerardi venceu por nocaute e conquistou campeonato paulista na categoria super meio-médio.
O maior mesatenista brasileiro de todos os tempos, o palmeirense Hugo Hoyama, venceu a Seletiva Nacional da categoria, conquistando também uma vaga para o Campeonato Latino-Americano. O Levantamento de Peso venceu quatro competições, incluindo o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil, e também obteve o vice-campeonato em outras quatro competições juvenis. Por fim o Arco e Flecha levou o bicampeonato paulista interclubes, além de sete atletas do clube servirem a seleção brasileira da modalidade.
Eu sei que muitos torcedores não se importam com esse tipo de notícia e que a maioria prefere que o Palmeiras desative todos os esportes e mantenha apenas o futebol. Por outro lado, eu acho que o clube deve manter sua tradição de Sociedade Esportiva e sua grandiosidade permite (e diria até que exige) a manutenção de diversas categorias esportivas competitivas, mas com a ressalva de que nossa prioridade deve ser sempre a razão maior da nossa fundação: o futebol. Vez ou outra podemos ser mais contidos em alguns esportes, talvez até deixar de competir em uma ou outra modalidade, mas absolutamente nada pode atrapalhar o futebol; infelizmente não é o mesmo pensamento de alguns diretores e conselheiros, que preferem dar para as suas modalidades um inexplicável favorecimento maior que o futebol.


